se o mundo fosse um prédio...

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..tu serias assim

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28 fevereiro 2009

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fado

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lisboa

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade


letra e música Jorge Fernando

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corrida.

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Percorro a cidade à procura de mim.
Do lugar onde quero estar.
Onde sou eu.
Somos tudo, cheios de certezas e um dia percebemos que isso é quase nada.
Sabemos muito pouco. E é pouco interessante.
De pouca importância.

---

Está tudo arrumado. Tudo organizado. Pronto para começar.
Está tudo perfeito e... afinal falta alguma coisa.
Não que falte na realidade, ou que essa falta seja mensurável, mas há qualquer cá dentro que não nos deixa começar.

Vem-me à cabeça uma conversa de uma manhã de setembro sobre a ideia de não estarmos bem em lado nenhum. Mesmo arrumando tudo à nossa volta, fugindo, mudando de lugar, ainda assim continuamos sem conseguir começar. Seja o que se queira começar.

Podemos tentar procurar esse lugar, chegar e perceber que não é ali, sair e continuar a procurar. Ou simplesmente deixar que o acaso nos faça chegar a qualquer lado que seja esse lugar.
E facilmente se percebe que o problema não está no lugar mas provavelmente em nós.

---


Não pensem que as torres desaparecem assim, que nos livramos delas. Inquietam-nos. Caem sobre as nossas cabeças ou contemplam-nos, imóveis, implacáveis. E imaginava eu que mal reparara nela. É assim: estamos diante das coisas; não as vemos. Só mais tarde, absurdamente, sabemos que apenas fizemos isso: vê-las e possuí-las. E ser apanhado por elas. Era julho. Um clarão de luz caía sobre a cidade, vinha por trás e batia-me nas costas, despenhando-se no quarto como uma onda de água. Quarto ascético. Paredes nuas, cama de ferro, uma prateleira para livros, a cadeira, a mesa, o lavatório esmaltado. No chão, a minha mala ainda por abrir. Teria eu uma vocação? Qual seria? Que fazia eu nesse quarto? Que significava tudo isso?
- Que significa tudo isto? - disse eu em voz alta, e voltei-me para fora. (...)

"Escadas e Metafísicas"
Os Passos em Volta, Herberto Helder

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O circo [deles] chegou à cidade

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Xutos e Pontapés . Torre de Belém . Setembro 2007

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Quero-te bem, Palma!

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Duas noites. Duas histórias distintas.
Decididamente gosto de ti sóbrio: devo ser a única, mas também não me interessa. Gosto de te ver a beber água. De te perceber com aquele nervoso miudinho, com a consciência e o receio de enfrentares o público.

Gosto de ti perfeito ao piano. Simples. Sem cotovelos.
Ontem estiveste contido. Mas foi bonito. Estavas com o sentido de humor inteligente.

E gostei. Gostei muito. Houve momentos que não me vou esquecer.
Hoje já não. Enfim...
Quero-te bem, Palma!

Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
Valsa de um homem carente

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where do we all belong?

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Lisboa . Setembro . 2007

All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?

Beatles - All The Lonely People

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Em dia de maravilhas...

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Um dos lugares mais importantes da minha vida.
Nos melhores e nos piores momentos.
Uma maravilha...

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