Quero-te bem, Palma!

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Duas noites. Duas histórias distintas.
Decididamente gosto de ti sóbrio: devo ser a única, mas também não me interessa. Gosto de te ver a beber água. De te perceber com aquele nervoso miudinho, com a consciência e o receio de enfrentares o público.

Gosto de ti perfeito ao piano. Simples. Sem cotovelos.
Ontem estiveste contido. Mas foi bonito. Estavas com o sentido de humor inteligente.

E gostei. Gostei muito. Houve momentos que não me vou esquecer.
Hoje já não. Enfim...
Quero-te bem, Palma!

Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
Valsa de um homem carente

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Quero-te bem

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Mesmo no finzinho do fim de semana tive uma grande surpresa. Daquelas que me aqueceu mesmo o coração.

Já tinha procurado por tudo o que é sitio e sem sucesso, o novo single do Palma.
Já o ouvi na rádio algumas vezes. No Porto e em Lisboa. Até em Braga. Mas finalmente descobri-o aqui no myspace .
Estou ansiosa pelo dia 2 de Julho. Curiosa de ouvi-lo e acalmar.
É um escritor de canções do caraças!
O maior talvez, para mim. Ele e a Mafalda.

E nesta nova música há qualquer coisa que me emociona. Não sei explicar. Acontece-me isto algumas vezes. Só com a Mafalda também. Escrevem e cantam aquilo que nos passa pela cabeça mas que não sabemos (nós meros mortais) traduzir por palavras, nem sequer por imagens...
Cantam emoções.
São honestos. Sinceros.
São da mesma tribo: Eu acho.

" (...)
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim."
Encosta-te a mim
in Voo Nocturno

foto: Rita Carmo

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Páscoa sem Compasso

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É Páscoa.
Este ano em Oeiras.
Mas é estranho...

Aqui a procissão que acaba de passar, não tem a mesma emoção.
Não tem senhoras descalças. Nem velas. Nem senhor dos Passos. Nem Pálio.

Aqui na Páscoa, não se espera ouvir os sinos, nem a chegada do Compasso para abençoar a casa e dar a cruz a beijar...
Não há todo o misterio que me fazia esconder no quarto, com medo, quando era pequena.

Este ano não há pasteis de massa tenra quentinhos, acabados de fazer. Nem para o ano... Daqueles já não vai haver mais. Nem bolos de noz...

Aqui, não há folar de carne. Dos grandes. Não vai haver o cabrito assado no forno de lenha, no Domingo.

Este ano a Páscoa tem outro sabor.

Todos sabem o quanto gosto de Lisboa, mas aqui há coisa que sabem a plástico e as épocas festivas, parecem-me descartáveis.

Agora, deu-me vontade de ouvir de novo o Jorge. (Qual Jorge?). Este Jorge. Que, pelo que se ouve dizer por aí, se prepara para nos mostrar um novo disco muito em breve.

A Marta chega hoje de Amesterdão. :D

É Páscoa em Oeiras.
É Estanho...

Enquanto houver estrada prá andar...
... a gente vai continuar!

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